terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Raul Jungmann fala sobre eleições no Recife na Época

Raul Jungmann fala sobre eleições no Recife na Época


O peemedebista (sic) Raul Jungmann tenta pela segunda vez se eleger prefeito do Recife. Deputado federal entre 2003 e 2010, ele comandou o Ministério de Desenvolvimento Agrário, de 1996 a 2001. Em sua primeira campannha de prefeito, Jungmann inovou ao divulgar a movimentação financeira de sua candidatura na internet. Agora, promote promover uma verdadeira faxiana na administração da capital pernambucana. “Vamos criar o cargo comissionado “ficha limpa” e fazer uma devassa nos contratos sem licitação”, disse ao jornalista Marcelo Osakabe.O PPS criou a Mesa de Unidade, para unir a oposição à aliança ao PSB e PT que dominam o Governo de Pernambuco e a Prefeitura do Recife. Apesar desse esforço, os partidos não conseguiram sequer chegar a um consenso sobre uma candidatura única. O senhor acha que é possível vencer uma aliança tão poderosa com uma oposição tão fragmentada?

Veja bem, a Mesa nunca se propôs a produzir uma única candidatura. Isso é coisa da imprensa local. O que a Mesa propôs foi produzir uma unidade política, e isso nós conseguimos. Na prática, devemos sair com dois palanques diferentes. Esses palanques não vão brigar, e estarão juntos no segundo turno. Agora, mesmo achando que caminha para dois palanques, PPS defenderá até o fim a candidatura única. Acreditamos também ter condições de encabeçar a chapa. Evidentemente, quem quer apoio também tem que dar apoio.

E se não houver união?

Se não houver consenso, o partido já decidiu que sairá com candidatura própria. Até porque somente nós temos aliado declarado, o PMN.
Existem outros partidos próximos à sua candidatura? Hoje estamos próximos à ala majoritária do PMDB, de Jarbas Vasconcelos, e ao DEM. O PSDB já declarou que vai lançar candidato próprio.

O que fará com a gestão da prefeitura, principal alvo das críticas da oposição?

Queremos limpar a casa. O atual prefeito fez 1.836 contratos com dispensa de licitação, 60% na área da cultura, e a cidade tem seis mil cargos de comissão. Para se ter uma idéia, o governo federal tem 22 mil cargos desse tipo. Vamos cortar metade desses postos, criar o cargo comissionado “ficha limpa” e fazer uma devassa nesses contratos. Acabaremos também com o sigilo bancário e fiscal de todo o primeiro escalão do governo, que vai ter que divulgar periodicamente as suas contas.

Quais são suas outras prioridades?

Quero assumir uma parcela de responsabilidade na segurança da cidade, a 32ª mais violenta do mundo. Vou criar uma Secretaria de Defesa Social, capacitar a Guarda Civil para cuidar dos crimes de baixo impacto, contratar policiais militares que estão em bicos para completar salário e, se o governador concordar, assumir o comando da PM, a exemplo do que acontece em Buenos Aires. Na educação, a cidade ainda deve muito. De tão ruim, a nossa meta é alcançar a Florianópolis de agora apenas em 2020. Eu vou assumir pessoalmente a secretaria da educação, deixar lá apenas um secretário-executivo.

A aliança entre as três esferas não impõe um desafio muito grande?

Não. O atual prefeito tem 75% de índice de rejeição. O campeão das pesquisas, João Paulo, é antecessor e ex-mentor de João da Costa. Mas os dois não se entendem mais. Então, mesmo com o apoio do governo federal e estadual, o PT terá dificuldades na campanha. Se sair com João da Costa, terá uma população amplamente desgostosa com a atual administração. Se tentar com João Paulo, terá que explicar como este indicou um sucessor tão ruim que lhe foi negado a possibilidade de reeleição.



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