domingo, 13 de fevereiro de 2011

Corre pra São Paulo, corre pra São Paulo...Os policiais honestos agradecem. Se ficarem somente os policiais honestos, aí o governo não terá como dizer que "policial não precisa de aumento, ganha por fora'.

Polícia prende polícia no Rio.


E em São Paulo ?



Publicado em 12/02/2011 Compartilhe | Imprima | Vote (+20)

Saiu no Globo:

Polícia Federal faz operação para prender policiais civis e militares do Rio
Antônio Werneck e Marcelo Dutra

RIO – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira, em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público Estadual, uma grande operação, batizada de Guilhotina, para prender policiais civis e militares, inclusive delegados. Eles são acusados de corrupção, roubo e de manter estreita ligação com traficantes do Rio. Até o momento, 35 pessoas já foram presas na ação, sendo oito policiais civis e 19 militares.
Pelo menos 45 mandados de prisão estão sendo cumpridos por 380 federais e 200 agentes de forças estaduais, além de dois helicópteros e quatro lanchas. Trinta já foram presos, entre eles 22 PMs e policiais civis. A Justiça também expediu outros 48 mandados de busca e apreensão. Com lanchas, agentes também fazem buscas na Baía de Guanabara atrás de corpos de possíveis vítimas de milícias.
Uma parte do grupo recebia, cada um, até R$ 100 mil de propina por mês para proteger traficantes como Antonio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico nas favelas da Rocinha e do Vidigal, em São Conrado.
Nesta manhã, a delegada Marcia Beck, titular da 22ª DP (Penha), foi detida para prestar esclarecimentos e logo em seguida será liberada. Ela foi levada para a sede da Superintendência da PF, na Praça Mauá. A delegacia foi praticamente ocupada e fechada para cumprimento de mandados de busca e apreensão. Pelo menos três policiais da delegacia tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça. Os agentes da PF chegaram às 6h na delegacia e saíram por volta de 9h24m. Os policiais recolheram munição, celulares, agendas e objetos dos policiais acusados. Os agentes também estiveram vasculhando a 17ª DP (São Cristóvão).
No início da manhã, foi feita uma busca na casa do delegado Carlos Antônio Luiz de Oliveira, que é ex-subchefe de Polícia Civil. Apesar de a família dele estar no local, o delegado não foi encontrado e já é considerado foragido. Carlos Oliveira estava atualmente atuando como subsecretário de Operações da Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop). Após as denúncias contra ele, a prefeitura anunciou, na manhã desta sexta-feira, que irá exonerá-lo. O delegado estava no cargo há pouco mais de um mês, quando assumiu em janeiro de 2011. Em nota, a Seop informou que “vai acompanhar atentamente as investigações da Polícia Federal”.
O chefe de Polícia Civil do Rio, delegado Allan Turnowski, prestou esclarecimentos sobre o caso na sede da Polícia Federal. Ao falar com os jornalistas, ele comentou também o fato de policiais civis terem tido a prisão decretada pela Justiça.
- Policial que pega arma e vende para bandido é pior do que bandido.

O grupo de policiais acusados estaria envolvido ainda em outras operações criminosas. Durante as investigações que começaram em 2009, os agentes federais descobriram que os policiais em vez de prender, costumavam roubar os próprios traficantes. Pelo menos nove policiais civis e militares foram flagrados saqueando bens, dinheiro e pertences de moradores e traficantes dos Complexos da Penha e do Alemão, recentemente ocupado para a implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
Saiu no G1:

Investigações apontam que delegado preso pela PF teria relação com milícia
Carlos Oliveira se entregou na sede da PF, na tarde desta sexta (11). Ele e outros policiais foram presos em megaoperação da PF.
Do RJTV
As investigações da Polícia Federal indicam que o ex-subchefe operacional da Polícia Civil no Rio, delegado Carlos Oliveira, teria envolvimento com a milícia que controlava a favela Roquete Pinto, em Ramos, no subúrbio da cidade. O delegado se entregou à Polícia Federal na tarde desta sexta (11). Ele também é suspeito de desviar armas apreendidas em operações.
Carlos Oliveira era um dos procurados da Operação Guilhotina, que teve como objetivo cumprir mandados de prisão de policiais acusados de fazer parte de milícias, de vazar informações para criminosos, além de revender armas apreendidas e roubar durante operações. Desde o início da ação, na manhã desta sexta, 35 pessoas foram presas. Entre o grupo há 27 policiais, sendo 19 PMs e 8 policiais civis.
Chefe da Polícia presta esclarecimentos
O chefe da Polícia Civil do Rio, Alan Turnowski, prestou esclarecimentos à Polícia Federal, após o pedido de prisão do delegado Carlos Oliveira e as provas contra policiais civis.
“Se comprovado do jeito que está parecendo nas denúncias, é muito pior do que uma pessoa que eu não conheço. Porque você dar um voto de confiança, botar alguém do seu lado e essa pessoa desviar, é traição o nome disso. Não tenho motivo pra sair, eu só recebi o cargo, mas se tiver que sair, eu saio com a consciência muito tranquila ”, disse Turnowski.
Enquanto ocupava o cargo de subchefe de operações da Polícia Civil, Carlos Oliveira respondia na hierarquia apenas ao chefe de Polícia Civil, Alan Turnowski. Oliveira era o responsável pelas operações mais importantes contra milícias e traficantes.
O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que Turnowski é um homem de sua confiança.
“O doutor Alan goza da minha confiança. O doutor Alan está sendo ouvido aqui e acho que como chefe dessa instituição, possivelmente, provavelmente, teria que se manifestar. Daqui pra frente, com base no que for dito, com base no que efetivamente foi coletado nas outras informações, nós vamos avaliar”, comentou o secretário.
Apesar do escândalo envolvendo policiais, Beltrame disse que o episódio não arranhou a política de segurança, e , sim reforçou os rumos de mudança.
“O desafio é muito maior do que simplesmente cortar a própria carne. É melhorar os dados da Segurança Pública e ainda ter que fazer isso, e, isso está sendo feito. É lento, mas ele é progressivo, é gradual, e, nós não vamos desistir”, declarou Beltrame.

E, em São Paulo ?
Quando a polícia vai prender polícia em São Paulo, a Chuíça (*) brasileira

Paulo Henrique Amorim

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