terça-feira, 17 de setembro de 2013

Mapa de Homicídios Ocultos revela que número de homicídios no país seria 18,3% superior ao dos registros oficiais


As estatísticas oficiais sobre homicídios, que apontam para uma média de 50 mil mortes por ano nos últimos 5 anos, podem, na verdade, ser 18,3% maiores. É o que revela um levantamento feito pelo Ipea. São cerca de 8.600 homicídios não reconhecidos a cada ano. Com isto, as estimativas apontaram que o Brasil ultrapassou a marca anual de 60 mil óbitos por agressões.

A pesquisa estimou o número de homicídios ocultos (HOs) em cada Unidade da Federação (UF) brasileira, considerando os óbitos que foram erroneamente classificados como “causa indeterminada”. 

Foram analisadas as características socioeconômicas e situacionais associadas a cada uma das quase 1,9 milhão de mortes violentas, ocorridas no país entre 1996 e 2010. Os cálculos mostraram ainda que o crescimento substancial da taxa de homicídios em muitos estados do Brasil e, em particular, do Nordeste, não ocorreu, mas que os índices oficiais foram conduzidos pela diminuição da subnotificação que se deu com o aprimoramento na qualidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

Do total de mortes violentas ocorridas no Brasil, entre 1996 e 2010, o Estado não conseguiu identificar a causa básica do óbito em 9,2% dos casos, o que corresponde a 174.223 vítimas. 


Nos últimos anos houve um aumento das mortes violentas cuja intenção não foi determinada, o que ocorreu de forma sistemática em sete estados: Rio de Janeiro; Bahia; Rio Grande do Norte, Pernambuco; Roraima; Minas Gerais e São Paulo.


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